Uma comitiva de cerca de 40 pessoas, formada por representantes do Banco Mundial e do governo de três países da África e da Ásia, foi apresentada ao Programa Lagoas do Norte (PLN) na manhã desta segunda-feira (25). A ideia da visita é conhecer o funcionamento da iniciativa aplicada em Teresina e adquirir conhecimento para adotar medidas semelhantes nos seus respectivos países no gerenciamento de recursos hídricos.

Representantes da Indonésia, de Gana e da Etiópia vieram à Teresina a convite do Banco Mundial. Os visitantes conheceram diversas áreas da zona Norte da capital e assistiram uma apresentação sobre a implantação do Programa. Angelica Sotomayor, gerente dos Programas Globais de Água do Banco, explica que a cidade foi escolhida como modelo devido ao sucesso das medidas implantadas nos últimos anos.

“Gana, Etiópia e Indonésia têm problemas semelhantes com inundações e com urbanização em áreas de baixa renda, por isso sugerimos compartilhar experiências. Teresina é um exemplo de bom trabalho, com um projeto que está sendo implantado há muito tempo e é muito exitoso”, explicou Angélica.

Para ver de perto os desafios enfrentados pela Prefeitura em Teresina, a comitiva foi levada a pontos que ainda não sofreram intervenção do PLN, como a Lagoa do Mazerine, no bairro Nova Brasília, e a Lagoa da Piçarreira, no bairro São Joaquim. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer a geografia e a situação socioeconômica da região e conversar com moradores.

Comitiva visitou lagoas que passarão por intervenções do PLN

O prefeito Firmino Filho falou sobre a implantação e os principais desafios até a execução da Fase I e o início da Fase II do Programa, que está em andamento atualmente. O especialista em Drenagem e consultor do Banco Mundial, Carlos Tucci, apresentou questões técnicas do projeto executado em Teresina, e o ex-secretário de Planejamento e consultor para políticas públicas da Prefeitura, Washington Bonfim, mostrou os resultados alcançados até o momento.

Firmino Filho destacou que o Programa adota também medidas educativas, de conscientização ambiental e de melhoria ambiental e de governança nas comunidades da região. “Nosso objetivo é colocar na região Norte sistemas de drenagem, sanear as águas, qualificar a paisagem e melhorar as condições de emprego e renda das pessoas da comunidade. Por ser um projeto inovador, e um dos poucos do terceiro mundo que tem mostrado resultados objetivos, o Lagoas do Norte é alvo de apresentação para outros países em situação análoga a do Brasil”, afirmou o prefeito.

“Temos três delegações presentes e bastante interessadas em todo o processo do Programa, desde a idealização até a execução, mostrando o que deu certo, como funcionou e quais foram as dificuldades até se chegar à requalificação entregue aos moradores. São países que têm um histórico de dificuldades urbanísticas e a ideia deles é replicar o que fazemos aqui”, completou Márcio Sampaio, diretor geral do PLN.

O Programa Lagoas do Norte

O PLN vem mostrando resultados expressivos em Teresina desde o início da sua implementação. Apenas na primeira fase do Programa, cerca de 25.000 pessoas tiveram acesso à saneamento básico, 500 famílias que viviam em situação de risco foram reassentadas e foi construído o Parque Lagoas do Norte, que além de auxiliar na drenagem das águas fluviais na região, representa um ponto de lazer e fonte de renda para as comunidades do entorno.

Atualmente, o Programa está em sua segunda fase, com maior investimento e previsão de intervenção em uma área quatro vezes maior. As obras serão executadas com investimento de 88 milhões de dólares do Banco Mundial e contrapartida do mesmo valor pela Prefeitura de Teresina, totalizando 176 milhões de dólares investidos na região, pouco mais de 500 milhões de reais na cotação atual.

“É um programa de requalificação da área, não só de urbanização. Tem requalificação ambiental, melhorando a qualidade da água e a arborização da região, e também melhorando a questão econômica, trazendo a população para condições melhores de habitação”, finalizou Márcio.

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