A agenda Teresina 2030 reuniu-se nesta quinta-feira (31) com mulheres que trabalham com catação e reciclagem de resíduos sólidos no entorno do Parque Lagoas do Norte para apresentar o projeto Mulheres Pelo Clima.

O projeto busca dar visibilidade aos desafios e oportunidades de meninas e mulheres de Teresina no enfrentamento da crise socioambiental em um contexto de extremo clima quente, promovendo a liderança feminina em comunidades vulneráveis como uma medida de adaptação aos riscos e ameaças associados às mudanças climáticas.

Nessa perspectiva, o projeto atua diretamente na percepção social dos papéis desempenhados por mulheres, tanto como grupos de maior vulnerabilidade, quanto como protagonistas no enfrentamento das mudanças climáticas. Cinco grupos de mulheres que estarão mais vulneráveis à mudança do clima que vai acontecer em Teresina foram selecionadas. São mulheres que dependem de recursos naturais para garantir o próprio sustento e que o aquecimento local da cidade tem impacto direto nas suas atividades produtivas.

Mulheres catadoras de lixo no entorno do Parque Lagoas do Norte foram selecionadas. Elas foram identificadas por realizarem uma atividade de grande importância na redução do impacto de resíduos sólidos na natureza, além de complementar a renda para o sustento da família. Na reunião, além de mostrar o contexto de mudança climática e o desenvolvimento sustentável para Teresina, foi mostrada a importância do trabalho desempenhado por elas para toda a cidade.

“Elas possuem um trabalho que é muito importante e que elas, às vezes, não reconhecem o quanto o trabalho delas é significativo dentro do contexto da mudança climática. A atividade que elas desempenham é essencial dentro da comunidade e na cidade como um todo, que deve respeitar e valorizar devido à importância que tem. Queremos que elas tenham mais conhecimento e que continuem realizando o trabalho de forma que se sintam seguras e reconhecidas”, destacou Mariana Fiuza, especialista em Inovação da Gestão Pública na Agenda Teresina 2030.

Dona Oscarina da Cruz, de 58 anos, é moradora da Vila Apolônia. É catadora de resíduos sólidos e sabe que o trabalho que realiza é de grande importância para a sociedade. “Eu cato materiais recicláveis, tudo o que dá pra aproveitar eu pego. Sei que o que faço ajuda a proteger o meio ambiente e incentiva as pessoas a limparem a cidade, o que torna o planeta mais limpo e saudável não só para mim, mas para toda a comunidade”, disse.

“Essas mulheres têm uma contribuição muito importante na região do Lagoas do Norte. Não só no âmbito local, mas no âmbito global também. É um trabalho fundamental que contribui para a limpeza da comunidade. O potencial de protagonismo e de empoderamento feminino que elas têm na atividade que realizam é gigante, pois não é um trabalho que qualquer pessoa teria coragem de fazer”, concluiu Márcia Alencar, educadora ambiental do Programa Lagoas do Norte.

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