1 – SÍMBOLOS MUNICIPAIS

A Lei nº 1.424, de 10 de agosto de 1973, dispõe sobre a forma e apresentação dos símbolos do município de Teresina.

 

1.1 – BANDEIRA E BRASÃOBandeira

1.1.1 – Bandeira: Interpretação Simbólica

– Art. 6º – § 1º “A Bandeira Municipal de Teresina é gironada em sautor; o Brasão brocante do centro da Bandeira representa o Governo Municipal e o gronado de azul e branco os Departamentos Administrativos da cidade de Primeira Grandeza (capital) a cor azul é símbolo de justiça, nobreza, perseverança, zelo e lealdade e o branco simboliza a paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza e religiosidade”.

 

1.1.2 – Brasão: Interpretação Simbólica

– Art. 19 – Parágrafo Único

a) O escudo samnitico, usado para representar o Brasão de Armas de Teresina, foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal por influência e principal formadora de nossa nacionalidade;

 

b) A coroa mural que sobrepõe é o símbolo universal dos brasões de domínio que, sendo de jalde (ouro), de oito torres, das quais apenas cinco são visíveis em perspectiva no desenho, classifica a cidade representada na Primeira Grandeza, ou seja, Capital;

 

c) Em abismo (centro ou coroação do escudo), o escudete com as Armas da Família Saraiva, lembra no Brasão a figura do fundador de Teresina, Doutor José Antônio Saraiva;

 

d) O metal argente (prata) do campo do escudo é símbolo da paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza, religiosidade;

 

e) Das cores do escudete, o bláu (azul) simboliza a justiça, nobreza, perseverança, zelo e lealdade e o góles (vermelho) é símbolo de dedicação, amor-pátrio, audácia, intrepidez, coragem, valentia;

 

f) As âncoras de sable (preto) cordoadas de góles (vermelho) lembram no Brasão que a fundação de Teresina deve-se às condições de navegabilidade dos rios Parnaíba – Poti, com a transferência da população da Vila Velha do Poti para local onde se ergue hoje a cidade de Teresina, distante uma légua uma da outra;

 

g) Ao termo, o aguado do blaú e ondado de argente representa o Rio Parnaíba, às margens do qual ergue-se a cidade;

 

h) Nos ornamentos exteriores os de sable entrecruzados lembram a navegação fluvial, único meio de transporte de que dispunham as populações das Províncias na época da fundação de Teresina.

 

i) A cor sable (preto) é símbolo de austeridade, prudência, sabedoria, moderação, firmeza de caráter.

 

j) No listel góles (vermelho), em letras argentinas (prateada), inscreve-se o topônimo identificador “TERESINA” ladeada pela data “16/08/1852” que assinalada a data da fundação da capital.”

 

1.2 – HINO DE TERESINA

HINO DE TERESINA

Letra: Cineas Santos

Música: Erisvaldo Borges

Risonha entre dois rios que te abraçam,rebrilhas sob o sol do Equador;

és terra promissora, onde se lançam

sementes de um porvir pleno de amor.

Do verde exuberante que te veste,

ao sol que doura a pele à tua gente,

refulges, cristalina, em chão agreste;

lírio orvalhado, resplandente.

“Verde que te quero verde!”

Verde que te quero glória,

Ver-te que te quero altiva,

como um grito de vitória!

O nome de rainha, altivo e nobre,

realça a faceirice nordestina

na graça jovial que te recobre,

Teresa, eternizada TERESINA!

Cidade generosa – a tez morena,

um povo honrado, alegre, acolhedor;

a vida no teu seio é mais amena,

na doce calidez do teu amor.

(Refrão)

Teresina, eterno raio de sol:

manhãs de claro azul no céu de anil;

és fruto do labor da gente simples,

humilde, entre os humildes do Brasil!

(Refrão)

 

1.3 – OUTROS SÍMBOLOS MUNICIPAIS

 

1.3.1 – Árvore Símbolo de Teresina

Caneleiro Instituído pelo Art. 1º do Decreto nº 2.407, de 13/08/93.

 

• Cenostigma macrophyllum Tul – Família Leguminosal Caesalpinioideae

 

• Nomes populares: caneleiro, canela-de-velho, canela de veado, maraximbé, fava do campo;

 

Características morfológicas: Árvore com porte de 6-16m. Tronco de 30-50 cm de diâmetro, ereto e cilíndrico, porém com caneleiras longitudinais estreitas e profundas (daí a razão de seus principais nomes populares); copa piramidal, fechada, bastante ramificada e ampla. Casca com manchas cinzentas claras alternadas com escuras. Folhas alternas, compostas, pinadas, paripenadas com folíolos opostos coriáceos. Flores reunidas arquitetonicamente em inflorescências piramidais ou cilíndricas. Fruto legume (vagem) lenhoso, deiscente, achatado, glabro, de 8-16 cm de comprimento, contendo 2 ou 4 sementes.

 

• Fenologia: Floresce durante um longo período – junho a fevereiro. Resiste bem ao fogo, rebrotando com certa facilidade. Germina sem dificuldade e apresenta desenvolvimento razoável. • Obtenção de Sementes: Colher os frutos (vagens) diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea. Em seguida deixá-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes. Um kg de semente contém aproximadamente 2.000 unidades.

 

• Produção de Mudas: colocar as sementes para germinação logo que colhidas em canteiros a pleno sol contendo substrato organo-arenoso. Em seguida cobri-las com uma camada de 0,5cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 2-3 semanas e a taxa de germinação geralmente é elevada. Transplantar as mudas para embalagens individuais quando atingirem 4-5 cm e daí para o local definitivo em 5-6 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é considerado rápido, podendo alcançar 2,5 m aos 2 anos de idade.

 

• Recomendação para plantio – Arborização de praças, parques, canteiros centrais e estacionamentos.

 

Fonte: Árvores Brasileiras – Lorenzi Árvores nativas para a arborização de Teresina – Roselis Machado

 

1.3.2 – Ave Símbolo de Teresina

 

Figura 4: Jandaia Sol, ave símbolo de Teresina. Fonte: Prefeitura de Teresina

Figura 4: Jandaia Sol, ave símbolo de Teresina.
Fonte: Prefeitura de Teresina

Instituído pelo Art. 1º do Decreto Nº 2.407, de 13 de agosto de 1993.

 

• Nome Científico: Aratinga solstitialis auricapilla

 

• Origem: Nordeste Brasileiro

• Descrição Física: As asas e parte superior das costas são verdes brilhantes. Já as pontas das penas das asas são bem escuras, chegando ao azul-escuro ou preto, somente com a parte anterior da cabeça e abdômem vermelhos, com aproximadamente 31 centímetros e pesa de 100-120 gramas.

 

• Sexo: Indeterminado pela aparência. Tentam reconhecer pela forma da cabeça da ave, as fêmeas possuem cabeças menores e mais arredondadas, os machos, cabeça um pouco quadrada com a testa mais achatada.

 

Alimentação: Alimenta-se de uma variedade de sementes e frutas, principalmente dos carnaubais da sua área de ocorrência.

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