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Teresina, 21 de Setembro de 2017

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Teresina homenageia cidadãos com nomes de logradouros públicos

20/08/2015 - 09h08
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“A noite de hoje é um misto de tristeza, alegria e saudade. Perdi minha filha há um ano e a lembrança é sempre muito forte. Hoje ela está sendo imortalizada na história de Teresina. E como é linda a rua que recebeu o nome da minha filha! Somos muitos gratos por esse reconhecimento, por esse carinho que recebemos da cidade”. Com essas palavras, a senhora Eliane Thé, mãe da escrivã Loane Thé, falecida há um ano, definiu o sentimento da solenidade de denominação de novos logradouros públicos, realizada pela Prefeitura de Teresina, ontem (19), como parte das comemorações pelos 163 anos da capital.

 

A solenidade encerrou a edição 2015 do Concurso Cultural Se Essa Rua Fosse Minha e homenageou 156 cidadãos que ajudaram a construir a história de Teresina.

 

“Teresina completa 163 anos e preparamos muitas festividades para comemorar. A noite de hoje é a mais simbólica e emocionante de todo o aniversário. É a noite da memória, da saudade e, principalmente, do agradecimento. Teresina nasceu de um sonho de Saraiva. A esse sonho, somaram- outros, de todos os que vieram aqui buscar suas realizações e sua felicidade. O sonho de Teresina é o sonho de todos nós; de todos os que nasceram, adotaram, viveram e vivem Teresina. Por isso esse momento é tão importante: porque homenageamos cidadãos das mais diversas origens, de todos os cantos da cidade; pessoas que viveram a nossa cidade e que ajudaram a construir a nossa Teresina. A partir de hoje, os seus nomes estão eternizados, imortalizados nas ruas, praças e avenidas da cidade e no coração dos teresinenses”, declarou o prefeito Firmino Filho.

 

Os nomes dos novos logradouros públicos foram sugeridos por meio da participação popular na edição 2015 Concurso Cultural Se Essa Rua Fosse Minha. Pelas regras do concurso, o cidadão sugere o nome da pessoa a ser homenageada. As sugestões são validadas por uma comissão, de acordo com os critérios legais, e a Prefeitura realiza um sorteio para definir a localização de cada rua. Depois, é elaborado um projeto de lei, que segue para aprovação da Câmara Municipal e, em seguida, para sanção do prefeito.

 

“Essa é a noite do reconhecimento. Um momento de reflexão, comemoração e, sobretudo, de respeito pelas pessoas que construíram a cidade. Cada homenageado é parte da história de Teresina. Nenhum dos nossos esforços é individual. Não construímos nada sozinhos. Essa noite representa a gratidão da cidade a cada cidadão homenageado e a suas famílias. A iniciativa da homenagem parte da própria cidade, pelas mãos de seus filhos, que sugerem os nomes das pessoas a serem homenageadas. O Se Essa Rua Fosse Minha é um processo democrático e inclusivo, uma oportunidade para que as famílias e toda a sociedade sugiram nomes e registrem sua contribuição na história de Teresina, abrindo espaços urbanos da cidade para homenagear aqueles que ajudaram a construí-la”, observou Washington Bonfim, secretário municipal de Planejamento e Coordenação.

 

Para Raulino Castelo Branco Filho, representante das famílias dos homenageados, o Concurso Cultural Se Essa Rua Fosse Minha torna pública a história antes conhecida apenas no seio de cada lar: “O concurso proporciona a quem já saiu do nosso convívio diário a homenagem que essas pessoas merecem, pela história de vida que construíram. Essa história, hoje, não é mais restrita aos nossos lares; ela fará parte da história de Teresina e será eternizada pelos teresinenses. Por isso essa noite é de tanta emoção e alegria: ela é a certeza do reconhecimento àqueles que ajudaram a construir a Teresina que tanto nos orgulha e que tanto amamos”, comentou.

 

O professor de História Moisés Barros de Andrade recebeu ontem a homenagem da Prefeitura de Teresina a seu pai, Raimundo Batista de Andrade, que agora denomina uma rua no povoado Boa Hora: “É uma emoção enorme, porque meu pai agora está eternizado numa rua do povoado que ele ajudou a fundar, a construir. Em Boa Hora, ele foi professor, alfaiate, dentista e enfermeiro prático, artesão, líder comunitário, parteiro, juiz de futebol amador e consultor e pacificador em momentos de conflito. Essa memória de meu pai jamais será perdida e se perpetuará não apenas na família, mas no povoado Boa Hora e em toda a cidade de Teresina. É um orgulho para nós”, encerrou.