Teresina avança em torneio mundial de cidades sustentáveis

Com 335 mil pontos acumulados, a capital piauiense conquistou o terceiro lugar no ranking geral da etapa de grupos do Torneio Cidades Sustentáveis. A disputa é realizada através do aplicativo MUV (Mobility Urban Values), que incentiva os participantes a utilizarem mais meios de transporte sustentáveis, como caminhada, pedalada, corrida ou transporte público para percursos na cidade.

Teresina é a única cidade da América Latina a participar da disputa. A boa classificação na etapa de grupos, na “divisão roxa”, garantiu sua participação nas oitavas de final. As adversárias foram cidades como Palermo (Itália), Milão (Itália), Oostende (Bélgica), Katowice (Polônia), Fundão (Portugal), Amsterdam (Holanda) e Munique (Alemanha). “Estamos bem classificados, ficando atrás apenas dos idealizadores do aplicativo, as cidades de Milão e Palermo, na Itália. Isso quer dizer que temos grandes chances de avançar para as finais. Por isso, contamos com a ajuda de todos os competidores para conquistar esse torneio”, comenta Aécio Ibiapina, coordenador do Aplicativo MUV em Teresina.

As participantes se enfrentam através da soma de pontos dos usuários do aplicativo, que são acumulados à medida em que eles utilizam algum dos modais sustentáveis de locomoção. Cada rodada contabiliza um ponto para a cidade vencedora. Ao fim da disputa, aquela que tiver obtido mais vitórias será consagrada a campeã.

O torneio encerra dia 8 de dezembro e está seguindo, no momento, para as oitavas de final. A primeira adversária de Teresina será Sosnowiec, na Polônia. Nesta fase, o confronto direto e as maiores pontuações irão garantir a permanência das cidades na disputa. Todas visam o desenvolvimento sustentável através da mudança no padrão de deslocamento dos seus habitantes.

O quadro de disputas nas oitavas de final será o seguinte: Milão (Itália) contra Sabac (Sérvia); Teresina (Brasil) contra Sosnowiec (Polónia); Katowice (Polônia) contra Gliwice (Polônia); Munique (Alemanha) contra Cagliari (Itália); Fundão (Portugal) contra Barcelona (Espanha); Oostende (Bélgica) contra Roma (Itália); Amsterdã (Holanda) contra Gent (Bélgica).

“A maior parte das cidades brasileiras e de outros países em desenvolvimento é muito favorável ao deslocamento através de veículos privados (o ‘carro de passeio’), o que aumenta substancialmente a emissão dos gases do efeito estufa. A estratégia do MUV é incentivar o uso de outros meios de transporte para reduzir essa emissão”, pondera Aécio Ibiapina, coordenador do Aplicativo MUV em Teresina.

Incentivo sustentável

O aplicativo MUV foi desenvolvido na Itália para os desafios de sustentabilidade da União Europeia. Ele avalia os valores da mobilidade urbana para levar as pessoas a adotarem padrões de deslocamento menos prejudiciais ao meio e coletivos nas cidades. Estimula práticas como utilizar mais a bicicleta, o transporte público e mais caminhadas. Os usuários também recebem alguns desafios para adotarem as medidas, acumulando pontos, que serão convertidos em prêmios e descontos com os parceiros comerciais. O aplicativo está disponível para download pelo sistema operacional IOS e Android, na Apple Store e Google Play, respectivamente.

PMT busca financiamento de 36 milhões de Euros para Programa de Desenvolvimento Sustentável

Apresentação da carta-consulta em Brasília (Foto: Ascom/Semplam)

 

A Prefeitura de Teresina cadastrou junto ao governo federal uma carta-consulta pleiteando um financiamento de 36 milhões de Euros junto à Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O objetivo do empréstimo é financiar a criação e execução do Programa Teresina 2030, que englobará uma série de ações visando a melhoria da qualidade de vida da população teresinense, orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

De acordo com o projeto apresentado, o programa irá desenvolver uma série de intervenções visando a promoção do acesso à energia limpa, o saneamento básico, comunidades sustentáveis, eficiência e transparência na gestão pública e o combate às mudanças climáticas. Para isso, serão realizadas várias ações, como a instalação de banheiros e fossas ecológicas na zona rural; realização de melhorias em 3 mil unidades habitacionais para famílias de baixa renda; criação de parques ambientais e melhorias nos parques já existentes; fomento à participação popular na gestão pública; entre outras.

O investimento total no programa será de 45 milhões de euros, somando o valor financiado pela AFD e a contrapartida da Prefeitura, que será de 9 milhões. “Teresina faz parte de um contexto onde o desenvolvimento sustentável é ainda mais importante. A cidade passou por um processo desordenado de espalhamento urbano, perdeu cobertura vegetal e a temperatura está subindo além da média global. Este programa visa combater estes problemas, melhorar a questão climática e qualidade de vida da população”, explica Flávia Maia, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

O diretor do escritório da Prefeitura em Brasília, Erick Elysio, informa que a proposta de financiamento foi apresentada à técnicos do governo federal na última sexta-feira (08) e dever ser aprovada pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), pela Secretaria do Tesouro Nacional e pelo Senado Federal. Em seguida, deverá ser assinado o contrato entre a Prefeitura de Teresina e a AFD, com previsão de início do Programa para 2020.

“O programa exige um investimento alto, que a Prefeitura de Teresina não poderia arcar neste momento. Por isso buscamos esse financiamento junto à AFD, que já é parceira em outros projetos de Teresina e tem um histórico de apoiar ações relacionadas ao desenvolvimento sustentável”, ressalta Erick.

Os ODS são 17 objetivos definidos pela ONU na chamada agenda 2030, ano em que estes objetivos deverão ser alcançados pela humanidade. Teresina foi uma das primeiras cidades brasileiras a criar um departamento exclusivo para acompanhamento e promoção dos ODS, a Agenda Teresina 2030, que agora lidera o projeto de criação do programa Teresina 2030.

Novo Conselho Municipal da Cidade amplia participação popular nas políticas urbanas

Foi homologada nesta quarta-feira (30) a ata da eleição para a primeira formação do Conselho da Cidade, um grupo de representantes do poder público e da sociedade civil que irão deliberar sobre as políticas públicas de desenvolvimento urbano de Teresina. A votação foi realizada na quarta-feira anterior (23), logo após a audiência pública para deliberação do Novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial. A criação do conselho, prevista no novo plano, faz parte de uma política de estímulo à participação popular nas decisões sobre as políticas urbanas do município.

“O Conselho abre espaço para a participação popular nas decisões urbanísticas da cidade de Teresina, sendo que a maior parte é composta por representantes da sociedade civil, principalmente de movimentos populares. São envolvidos diversos atores no processo de desenvolvimento urbano da cidade, sempre visando uma melhor organização e maior qualidade de vida para a população”, explica a secretária executiva de planejamento urbano, Jhamille Almeida.

O Conselho da Cidade segue uma resolução do Governo Federal, que determina a criação de conselhos municipais em diferentes áreas para debater as políticas públicas do município. Entre suas atribuições estão o acompanhamento e avaliação da política municipal de desenvolvimento urbano, propor a edição de normas gerais sobre direito urbanístico, emitir orientações sobre a aplicação do Estatuto da Cidade, convocar audiências públicas sobre empreendimentos e obras de grande impacto, entre outras.

No total, o Conselho da Cidade terá 35 membros, sendo 12 representantes do poder público e 23 representantes da sociedade civil, como sindicatos profissionais, entidades acadêmicas, ONGs, associações de moradores, conselhos de classe, etc. Os representantes da sociedade civil são divididos em dez representantes de movimentos populares; três de entidades sindicais; três de entidades empresariais e três de entidades profissionais com atuação na área de desenvolvimento urbano; três representantes de entidades acadêmicas; e um representante de Organização Não-Governamental.

Os membros do poder público são natos e, além do prefeito da cidade, estarão representados no conselho as secretarias municipais de Planejamento; Desenvolvimento Urbano e Habitação; Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Desenvolvimento Econômico e Turismo; além da Superintendência de Transportes e Trânsito. Outros representantes do poder público virão da Câmara Municipal; das secretarias estaduais de Planejamento e Cidades; do Instituto Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (CODEVASF).

O Conselho da Cidade iniciará os trabalhos simultaneamente com a vigência do Plano Diretor de Ordenamento Territorial, que passará a valer 180 dias após a sua aprovação na Câmara Municipal. O mandato dos atuais membros é de três anos.

Confira a ata de apuração do Conselho Municipal da Cidade aqui.

Menina de 12 anos ocupa cargo de diretora do Programa Lagoas do Norte nesta quarta (30)

A campanha #MeninasOcupam trouxe para o Programa Lagoas do Norte a estudante Glória Maria, de 12 anos, para assumir simbolicamente o cargo de diretora geral do programa, nesta quarta-feira (30). Ela foi recebida no início da manhã na sede da Unidade de Gerenciamento do Programa, pela diretora geral Márcia Muniz e pelo diretor de Coordenação Leonardo Madeira.

O movimento integra uma iniciativa da ONG Plan Internacional, que promove capacitações e ações de empoderamento, envolvendo meninas que moram em comunidades vulneráveis. Em Teresina, uma lei estabeleceu que no dia 11 de outubro é comemorado o Dia da Menina. Neste ano, 22 meninas com idades entre 12 e 19 anos estão ocupando lugares de destaque como gestoras de secretarias do município, mídias (tv, rádio e digital influencer), gestores estaduais, além de funções como o de vereadora e deputada estadual. Em Teresina, a ação é executada em parceira com a Secretaria Municipal de Políticas Públicas Para Mulheres (SMPM). Atualmente, o movimento de ocupação de cargos se espalha por 72 países.

Glória Maria mora na zona rural leste e esse dia proporcionou que a garota conheça um pouco mais sobre a zona norte da capital. Márcia Muniz apresentou toda a estrutura e a equipe que trabalha no PLN. Cumprindo agenda junto com a diretora Márcia Muniz, Glória pode acompanhar uma reunião com o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João Braga Júnior, e em seguida ela conheceu a estrutura do Parque Lagoas do Norte, onde está situada a Unidade de Projetos Socioambientais.

“Eu faço parte do projeto Geração e sou muito grata porque ele é extremamente bom, porque ele nos ensina o empoderamento e a educação financeira. Isso me ajudou muito. Antes desse projeto eu não sabia praticamente nada sobre isso. O empoderamento é tudo. Antes eu era muito tímida, gastava o dinheiro e não pensava no futuro. Agora eu guardo dinheiro, economizo até energia”, afirma a estudante do ensino fundamental.

A diretora geral do PLN, Márcia Muniz, avalia que essa é uma iniciativa que proporciona uma mudança de comportamento para essas meninas. “Estamos gratos pela visita da Glória, principalmente porque o Lagoas do Norte é um programa que se preocupa e financia o planejamento e desenvolvimento de políticas públicas para as mulheres de Teresina. A gente percebe que essas meninas encontram seu verdadeiro potencial após esse tipo de ação. Elas despertam para as possibilidades de futuro, de empoderamento, de construção de vida”, finaliza.

CAF envia missão a Teresina para acompanhar o Programa Teresina Sustentável

Representantes da Corporação Andina de Fomento (CAF) – banco de fomento que financia o Programa Teresina Sustentável – estão em missão na capital. O trabalho iniciou nesta quinta (17) e segue até e sexta-feira (18) para acompanhar o desenvolvimento das obras municipais. O programa investirá um total de 91 milhões de dólares em Teresina até 2022, entre recursos do banco e contrapartidas da Prefeitura.

A equipe da CAF é formada pelos executivos Diego Vettori e Paulo Rodrigues, que estão conferindo os relatórios preparados pelo programa e visitando as principais obras in loco.

“Essas missões são feitas de maneira periódica, justamente para podermos conversar com a Prefeitura e verificar tanto o planejamento quanto ao andamento dos serviços. Nossa expectativa é que o programa engrene com as obras que estão sendo iniciadas agora”, afirmou Diego Vettori.

“Esse contrato foi assinado há um ano e estamos mostrando a eles o que já está sendo feito, fruto de contrato ou licitação. Até novembro, vamos ter 74% de todas as nossas obras e projetos licitados, o que vai agilizar o desembolso para executar as ações do segundo ano do Programa”, conta o secretário executivo de Captação de Recursos e Monitoramento, Ítalo Portela.

O Programa Teresina Sustentável investe em diferentes áreas, como mobilidade e requalificação urbana e ambiental, revitalização do patrimônio histórico e cultural e modernização da gestão municipal. Obras como a implantação do Parque Floresta Fóssil, a requalificação do bairro Vila da Paz e a Avenida Marginal Via Sul, entre outras, recebem recursos do Teresina Sustentável.

“Uma das maiores contribuições para o futuro de Teresina”, diz prefeito sobre novo Plano Diretor

Foi aberta na manhã desta quarta-feira (23) a segunda audiência pública sobre a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial de Teresina (PDOT). No evento, que se estende durante todo o dia e é aberto à toda a população, serão apresentados os principais pontos, capítulo por capítulo, do novo PDOT, que visa organizar a cidade para os próximos dez anos.

A audiência contou com a presença de diversas autoridades municipais, dos delegados da comissão de acompanhamento do PDOT, eleitos na primeira audiência, e populares em geral. A abertura foi feita pelo prefeito Firmino Filho, que apresentou os conceitos gerais do plano e o objetivo da Prefeitura de Teresina ao propor novas formas de organizar a cidade.

“Nós estamos buscando deixar aqui uma das maiores contribuições para o futuro de Teresina. Estamos discutindo o futuro da cidade, para as próximas gerações, ou os nossos netos vão pagar o preço de morar em uma cidade muito espraiada, custosa de manter e onde será impossível manter os serviços”, afirmou.

Após a abertura, foi iniciada a apresentação dos capítulos do PDOT. Cada etapa teve 20 minutos de apresentação, seguidos de 15 minutos para apresentação de comentários e propostas pelas pessoas presentes na audiência pública. As propostas foram recebidas por escrito e serão posteriormente deliberadas entre os delegados.

“A comunidade está participando, o povo em geral, as lideranças comunitárias, os empresários, todo mundo, além das reuniões setoriais realizadas antes e do canal aberto através da internet. Essa participação é muito importante, assim como esse Plano Diretor, que vai ser um divisor de águas para Teresina”, comentou o líder popular e delegado do PDOT, Ascânio Sávio.

O momento também serve para esclarecer dúvidas e ouvir sugestões. “A ideia é que possamos tirar todas as possíveis dúvidas que ainda existam sobre o PDOT e ouvir sugestões também, garantido algo que seja benéfico para a cidade e construído com a participação dos próprios atores da sociedade civil”, disse a secretário executiva de planejamento urbano, Jhamille Almeida.

Para o secretário municipal de Planejamento, José João Braga, a audiência pública é mais uma demonstração da abertura para participação popular no processo de revisão do plano diretor. “Foi com debates e sugestões com diversos setores da sociedade civil que chegamos ao projeto de lei que está sendo apresentado, e que vai ajudar a construir uma Teresina com mais qualidade de vida para os seus moradores”, concluiu.

Segunda audiência pública do Novo Plano Diretor inicia nesta quarta-feira (23)

A Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), responsável pela elaboração do Novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial de Teresina (PDOT), realizará nesta quarta e quinta-feira (23 e 24) a segunda audiência pública de discussão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial de Teresina. A audiência ocorrerá no Centro de Formação Odilon Nunes, no bairro Marquês, Zona Norte de Teresina, a partir das 8h30, aberta para toda população.

Durante a audiência, que contará com a presença do Prefeito Firmino Filho, serão apresentados, capítulo por capítulo, os principais pontos da proposta para o novo Plano Diretor da cidade, que trará mudanças nas leis de ocupação do espaço urbano na capital. O credenciamento será feito no próprio local do evento às 7h30. O texto ainda será encaminhado para votação na Câmara Municipal de Teresina.

Durante o segundo dia de audiência pública, na quinta-feira (24), será feita a eleição do Conselho Municipal da Cidade, o órgão de fiscalização da aplicação no plano de ordenamento territorial.

“Nós vamos fazer a apresentação dos principais pontos da minuta do Plano Diretor. É importante dizer que a prefeitura vai estar aberta a sugestões da população presente neste momento”, explica a secretária executiva de Planejamento urbano, Jhamille Almeida..

A lei do plano diretor define no aspecto territorial como o município deve funcionar, crescer e se desenvolver. O plano deve ser obrigatoriamente revisto ou refeito a cada 10 anos, respeitando as mudanças urbanas da cidade. O novo PDOT busca reorientar a ocupação do espaço urbano em Teresina. A estratégia gira em torno de tornar a cidade mais densa ao redor dos corredores de transporte, facilitando a mobilidade e impedindo a contínua expansão horizontal da cidade, que dificulta a prestação de serviços públicos de qualidade nos bairros mais afastados.

Novo PDOT estimula movimentação e segurança através do comércio

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) de Teresina está passando por um processo de revisão, com a implantação de diversas mudanças em relação a ocupação, expansão e organização do território urbano da capital piauiense. Uma destas mudanças é o estímulo ao uso misto, ou seja, comércios e habitações dividindo o mesmo espaço, propiciando maiores oportunidades de empreendedorismo, mais circulação de pessoas nas ruas e maior segurança.

De acordo com o antigo Plano Diretor, a cidade estava dividida em zonas comerciais e zonas residenciais. Assim, nas regiões habitacionais só poderiam se instalar comércios de uso diário, como padarias, mercearias, etc. Outras atividades só recebiam licença para se implantar nas zonas comerciais, afastadas das residências e gerando maiores deslocamentos. Consequentemente, era gerado mais uso de carros e motos, maiores engarrafamentos, mais poluição, etc.

A tendência atual do urbanismo é estimular o chamado uso misto do solo, mesclando habitações e comércios na mesma região. Com essa medida, os bairros tornam-se mais “vivos”, com maior movimentação. Da mesma forma, se torna possível pessoas morarem em zonas tradicionalmente comerciais e mais próximas de corredores de transporte público. Todas essas mudanças trazem uma série de benefícios para a população em geral.

“A ideia é estimular que o comércio se misture mais com as residências, para favorecer a ‘caminhabilidade’ no bairro, melhorar a segurança de quem está circulando e alavancar o empreendedorismo”, explica a secretária executiva de Planejamento Urbano da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), Jhamille Almeida.

A medida torna mais simples a instalação de pequenos e médios negócios, uma vez que, com o uso misto do solo, as licenças para implantação destas empresas não serão concedidas pelo tipo de atividade, e sim pelo impacto que poderá ou não causar na vizinhança.

“Nós tínhamos situações como a da pessoa que fabricava bombom de chocolate, que não poderia fazer isso legalmente na sua residência, porque sua atividade era considerada industrial e deveria ser executada na zona específica. Com o novo plano, entendemos que devemos nos basear no impacto gerado no ambiente. Se não gera fumaça, problema de tráfego, de odor, dentre outros, essas atividades poderão ser colocadas em áreas residenciais, o que possibilita combater, inclusive, a informalidade”, afirma Jhamille.

“O Plano foi pensado de forma a melhorar a organização da cidade em todos os sentidos, tanto para conter a expansão desenfreada como para tornar as áreas centrais mais atrativas para os moradores e comerciantes”, completa o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João Braga.

O Plano Diretor vem sendo elaborado pela Semplan, desde 2016, em um processo que contou com a participação de diversos setores da sociedade civil, como movimentos populares, sindicatos profissionais e conselhos de classe. O novo PDOT será deliberado em audiência pública no Centro de Formação Odilon Nunes, no Bairro Marquês, nos próximos dias 23 e 24. Depois, a minuta de lei será encaminhada para à Câmara Municipal de Teresina, onde deve ser votada até o final do ano.

Workshop da Agenda Teresina 2030 encerra com propostas para mulheres vulneráveis

O workshop Mulheres pelo Clima, realizado durante a última semana pela Agenda Teresina 2030 para estimular o protagonismo feminino nas ações para as mudanças climáticas, encerrou-se na sexta-feira. Além de palestras ministradas aos participantes e comunidades em geral, o encontro foi responsável pela elaboração de propostas de ações que viabilizem o protagonismo das mulheres mais penalizadas com as mudanças climáticas em Teresina.

De acordo com a ONU, as mulheres são as mais vulneráveis aos efeitos causados pelas mudanças climáticas. Com isso em mente, o workshop Mulheres pelo Clima buscou trazer especialistas em urbanismo e questões de gênero para discutir a realidade de grupos mais afetados por essas questões na capital piauiense, como as horticultoras, ceramistas e recicladoras.

Após uma semana de imersão na realidade dessas mulheres e palestras realizadas em parceria com a ONU Habitat e a universidade holandesa Fontys, os participantes foram divididos em grupos que pensaram soluções de como tornar melhor a vida destas mulheres, como aplicativos para aproximar o trabalho delas com a população em geral, reorganização do espaço de trabalho, planejamento de longo prazo, etc.

“Muitas mulheres em Teresina trabalham com atividades que são diretamente afetadas pelas mudanças climáticas. As horticultoras têm longos períodos de seca ou de calor intenso, as ceramistas não terão material no futuro, então é importante trabalhar com elas. Isto pode ser um pontapé inicial para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para estes grupos”, comentou, Pepijn Verpaalen, coordenador do departamento de urbanismo da Universidade Fontys que palestrava no workshop.

Para o Prefeito Firmino Filho, o projeto busca trazer processos de conscientização em relação a questão climática e a questão de gênero, trabalhando diretamente com esses grupos de mulheres. “A ideia é buscar desenvolver projetos, construídos de baixo para cima, e que esses projetos possam se viabilizar ao longo do tempo”, comentou o prefeito de Teresina.

“Teresina conseguiu engajar pessoas de várias frentes de atuação da sociedade civil e chegar a três ideias para sonhar com um futuro melhor para essas mulheres. Agora é trabalhar para transformar isso em um movimento mais amplo, para amplificar o Programa Mulheres pelo Clima”, completou Flávia Maia, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

Para Ana Régia Noleto, participante do workshop, a semana intensa resultou em muitos aprendizados. “Nós aprendemos muito com os facilitadores sobre a sabedoria da cidade, de construir uma cidade inteligente. Envolver as pessoas para alcançar os objetivos da cidade e observar quais são as necessidades das mulheres, para planejar Teresina visando benefícios em longo prazo”, afirmou.

Lagoas do Norte contrata consultoria para desenvolver clusters de saúde, educação e moda

O Programa Lagoas do Norte lançou edital para contratação de uma consultoria que deverá desenvolver iniciativas para melhorar a competitividade em três clusters (saúde, moda e educação) e promover a capacitação das instituições envolvidas no programa Teresina Competitiva.

O cluster é uma estrutura formada por mais de uma empresa de uma mesma área com o objetivo de desenvolver mecanismos e estratégias de fomento ao setor. Essa forma de cooperação permite que pequenas e médias empresas consigam alcançar mercados de escalas maiores que, sozinhas, dificilmente conseguiriam. Entre as vantagens estão acesso a fornecedores, ao desenvolvimento de canais de informação, captação de mão-de-obra especializada, a construção de curvas de aprendizagem mais curtas e a produção e acesso à tecnologia.

A iniciativa do PLN partiu de um primeiro estudo que constatou a existência de diversos segmentos econômicos preponderantes na cidade. O objetivo é, através dessa consultoria, desenvolver os setores de saúde, moda e educação para que a cidade se torne referência nacional nessas áreas, fomentando o setor privado para que ele se fortaleça na promoção do desenvolvimento econômico.

Através dessa consultoria, o Programa Lagoas do Norte e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC), parceira nesta iniciativa, terão inicialmente dados coletados em relação aos clusters de moda e saúde, duas áreas já consolidadas na cidade. A empresa deverá fazer levantamento de dados com a caracterização de cada área, realizar seminário de capacitação com as instituições e empresas envolvidas, propor iniciativas em cada área e organizar a sua implementação.

“Identificamos esses clusters como sendo alguns dos que mais geram renda e emprego na cidade. Porém, ainda não há a estruturação ideal desses setores. Então, estamos buscando identificar os pontos fortes e os pontos fracos de cada setor, fortalecendo-os e desenvolvendo estratégias de forma que Teresina se torne referência nacional e consiga atrair mais público. Com esse trabalho, o Programa Lagoas do Norte cumpre sua missão de promover desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida da população”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do PLN.

Um dos aspectos trabalhados pelo Programa Lagoas do Norte é a melhoria da gestão municipal, o desenvolvimento socioeconômico e qualidade de vida da população. Por isso vem promovendo diversas ações e projetos em parceria com secretarias municipais e outras instituições. No Teresina Competitiva, o PLN conta com o apoio do Sebrae, Fiepi e Banco do Nordeste.