Projeto “Se Essa Rua Fosse Minha” recebe mais de 700 inscrições

A edição de 2020 do projeto cultural “Se Essa Rua Fosse Minha” atingiu mais de 700 inscrições através dos sites e do aplicativo COLAB. A iniciativa tem como objetivo nomear ruas e logradouros públicos de Teresina em homenagem a pessoas falecidas que contribuíram de alguma forma para a cidade.

Apesar do momento de pandemia e isolamento social, a população participou ativamente do projeto. Após o encerramento das inscrições, na última sexta-feira (31), o projeto segue para a etapa de validação de cada nome dos inscritos. “Iremos iniciar uma nova etapa, com reuniões de uma comissão especial para analisar e aprovar os nomes que representem bem a cidade”, conta a secretária executiva de planejamento urbano, Jhamille Almeida.

A comissão, formada por membros de instituições de conhecimento sobre o assunto, como IBGE e IPHAN, entre outros, irá avaliar e validar os nomes inscritos que atenderem aos critérios pré-estabelecidos. Após essa fase, será realizado um sorteio para definir quais ruas ou logradouros receberão os nomes dos homenageados.

Todo o processo, desde a realização das inscrições até as reuniões da comissão especial, será feito de forma virtual, cumprindo as medidas de isolamento social. O sorteio, que normalmente ocorre na presença das famílias dos homenageados, este ano será transmitido através das redes sociais da Prefeitura de Teresina.

Após o período de inscrições, validação da comissão especial e sorteio das ruas, a Prefeitura de Teresina irá encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei com as denominações das novas ruas. O projeto será votado e, após aprovação, transformado em lei e publicado no Diário Oficial do Município.

Inscrições do Projeto “Se essa rua fosse minha” encerram nesta sexta-feira (31)

As inscrições para a edição 2020 do Projeto Cultural “Se Essa Rua Fosse Minha” estão na última semana. A iniciativa tem como objetivo nomear ruas e logradouros públicos de Teresina em homenagem a pessoas falecidas que contribuíram de alguma forma para a cidade. Quem tiver interesse em participar tem até as 14h da próxima sexta-feira (31) para efetuar a sua inscrição. Em respeito às medidas de isolamento social no combate à pandemia de Covid-19, tudo será realizado on-line.

Os interessados deverão preencher um formulário que pode ser acessado nos sites da Prefeitura de Teresina (pmt.pi.gov.br) e da SEMPLAN (semplan.teresina.pi.gov.br), além do aplicativo Colab, disponível para celulares Android e IOS. “Em meio a esta pandemia, optamos pela forma mais segura de realizar esse projeto, que é utilizando a internet. Esperamos que nesta última semana a população continue participando em peso e que muitas outras homenagens sejam feitas”, afirma o secretário municipal de Planejamento, José João Braga.

No formulário, além de informações do homenageado, são solicitados também dados de contato de quem está fazendo a inscrição e a zona do município onde deverá se localizar a rua nomeada. É importante que seja incluída uma breve biografia da pessoa que se pretende homenagear, contando um pouco de sua história e de sua contribuição para a cidade e para a comunidade em que viveu, seja através do seu trabalho, de seu envolvimento com causas para melhorar a sociedade, ou uma história de vida inspiradora, por exemplo.

Uma comissão formada por membros de instituições de conhecimento sobre o assunto, como IBGE, IPHAN, entre outros, irá avaliar e validar os nomes inscritos que atenderem aos critérios previstos. Após essa fase, será realizado um sorteio para definir quais ruas ou logradouros receberão o nome dos homenageados.

Todo o processo, desde a realização das inscrições até as reuniões da comissão especial, será feito de forma virtual, cumprindo as medidas de isolamento social. O sorteio, que normalmente ocorre na presença das famílias dos homenageados, este ano será transmitido através das redes sociais da Prefeitura de Teresina.

“O projeto Se Essa Rua Fosse Minha é de grande relevância para a cidade. Ao mesmo tempo em que estimula a participação popular no planejamento urbano, participando da nomeação dessas ruas e facilitando serviços de entregas e de prestação de serviços, homenageia pessoas comuns da cidade, mas que merecem serem reconhecidas”, completa a secretária executiva de Planejamento Urbano, Jhamille Almeida.

Após o período de inscrições, validação da comissão especial e sorteio das ruas, a Prefeitura de Teresina irá encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei com as denominações das novas ruas. O projeto de lei será votado e, após aprovação, transformado em lei e publicado no Diário Oficial do Município.

Lagoas do Norte orienta terceirizados sobre medidas de higiene e distanciamento no ambiente de trabalho

O Programa Lagoas do Norte está preparando suas unidades para o retorno gradual das atividades. Além das medidas físicas para manter a higiene e o distanciamento entre os servidores, o programa promoveu duas rodadas de orientação acerca das medidas necessárias para evitar a proliferação da Covid-19 no ambiente de trabalho.

Ao todo, 21 servidores terceirizados participaram da orientação, que foi realizada pela educadora ambiental do PLN Márcia Alencar. “Nós dividimos em dois grupos e fizemos a reunião na parte aberta da administração do Parque. Explicamos o que é a Covid-19, seus sintomas, o que são comorbidades, os cuidados necessários, a higienização do ambiente e das mãos, orientamos sobre o uso correto das máscaras, sobre a importância do trabalho em equipe e as novas modalidade de trabalho, que é o home office, o que é o trabalho de campo e falamos sobre descentralização do trabalho”, disse Márcia.

Assim como os servidores terceirizados passaram por esse treinamento, os demais funcionários também receberam todas as orientações para a retomada das atividades.

“Os órgãos da Prefeitura de Teresina que trabalham com obras de engenharia estão retomando suas atividades, para isso estamos preparando tanto o ambiente físico, como os servidores. O Programa Lagoas do Norte também está inserido nesse contexto. Por isso, elaboramos um protocolo que prevê todas essas medidas para contenção da Covid-19, com orientações aos servidores no ambiente interno e nos trabalhos de campo, além das visitas às obras”, pontuou Márcia.

Esse protocolo foi elaborado em conformidade com as medidas já preconizadas pela Fundação Municipal de Saúde e está sendo analisado pelo COE (Comitê de Operações Emergenciais).

Lagoas do Norte e Colab ajustam estratégia para difundir atendimento à população

As equipes do Programa Lagoas do Norte (PLN), da Ouvidoria do Município e do aplicativo Colab reuniram-se, nesta terça-feira (07), para discutir novas ferramentas e estratégias de difusão do Colab junto à população. A iniciativa objetiva estimular que um maior número de cidadãos utilizem o app para fazer contato com o programa.

Desde o ano passado, o programa vem, em parceria com a Ouvidoria, buscando ampliar a interação dos seus beneficiários através do app. Atualmente, por conta da pandemia, o PLN elabora estratégias de atendimento virtual aos seus beneficiários e o Colab será parceiro nessa iniciativa.

Entre as estratégias já estabelecidas está a divulgação das obras, ações e eventos do Lagoas do Norte pela rede social do Colab. “A ideia é difundir ainda mais o Colab entre os beneficiários e estimulá-los a utilizar, participando de consultas e enviando demandas. Essa é uma forma do programa atender seus beneficiários sem que ele precise se deslocar até a sede do programa”, explica Márcia Muniz, diretora geral do PLN.

O Colab é o principal instrumento utilizado pela Ouvidoria da Prefeitura de Teresina para o atendimento das demandas vindas do cidadão. Por ele é possível fazer reclamações de problemas do cotidiano em todas as áreas de atuação da administração pública. É possível também acessar informações, participar de consultas, a exemplo da que integra a busca de pessoas com sintomas da Covid-19. Ele funciona como uma rede social, em que o cidadão tem possibilidade de interagir nas publicações de outros usuários, curtir, comentar e compartilhar.

Inscrições para o projeto “Se Essa Rua Fosse Minha” abrem nesta quarta-feira

As inscrições para a edição 2020 do Projeto Cultural “Se Essa Rua Fosse Minha” estão abertas a partir desta quarta-feira (1º). O projeto tem como objetivo nomear ruas e logradouros públicos de Teresina em homenagem a pessoas falecidas que contribuíram de alguma forma para a cidade. Em respeito às medidas de isolamento social como medida de combate à pandemia de Covid-19, tudo vai ocorrer de forma completamente online este ano.

O período de inscrições será durante todo o mês de julho, encerrando-se às 14 horas do dia 31. Os interessados deverão preencher o formulário que pode ser acessado nos sites da Prefeitura de Teresina (pmt.pi.gov.br) e da SEMPLAN (semplan.teresina.pi.gov.br), além do aplicativo Colab, disponível para celulares Android e IOS.

“Nós não podemos deixar de realizar esse projeto, que já é um marco da cidade e já homenageou centenas de cidadãos teresinenses. No meio da pandemia, optamos pela forma mais segura de realizá-lo, que é utilizando a internet. Esperamos que a população continue participando em peso e que muitas outras homenagens sejam feitas”, afirma o secretário municipal de planejamento José João Braga.

No formulário, além de informações do homenageado, são solicitados também dados de contato de quem está fazendo a inscrição e a zona do município onde deverá ocorrer a homenagem. É importante que seja incluída uma breve biografia da pessoa que se pretende homenagear, contando um pouco de sua história e de sua contribuição para a cidade e para a comunidade em que viveu, seja através do seu trabalho, de seu envolvimento com causas para melhorar a sociedade, através de uma história de vida inspiradora, por exemplo.

Uma comissão formada por membros de instituições de conhecimento relevante sobre o assunto, como IBGE, IPHAN, entre outros, será formada para validar os nomes inscritos que atenderem os critérios previstos. Após essa fase, será realizado um sorteio para definir quais ruas ou logradouros receberão o nome dos homenageados.

Todo o processo, desde a realização das inscrições e as reuniões da comissão especial, será feito de forma online, cumprindo as medidas de isolamento social. O sorteio, que normalmente ocorre na presença das famílias dos homenageados, este ano será transmitido através das redes sociais da Prefeitura de Teresina.

“O projeto Se Essa Rua Fosse Minha é de grande relevância pra cidade. Ao mesmo tempo em que estimula a participação popular no planejamento urbano, participando da nomeação dessas ruas e facilitando serviços de entregas e de prestação de serviços, homenageia pessoas comuns da cidade, mas que merecem serem reconhecidas”, completa a secretária executiva de planejamento urbano, Jhamille Almeida.

Após o período de inscrições, validação da comissão especial e sorteio das ruas, a Prefeitura de Teresina irá encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei com as denominações das novas ruas. O projeto de lei será votado e, após aprovação, transformado em lei e publicado no Diário Oficial do Município.

Programa implantado na Prefeitura de Teresina é tema de artigo em congresso de gestão pública

O programa de monitoramento de receitas e despesas da Prefeitura de Teresina foi tema em artigo publicado nos Anais do I Congresso Nacional de Gestão Pública para Resultados. O trabalho foi escrito por Erick Amorim, diretor de Assuntos Federativos e Internacionais da Prefeitura de Teresina, e Eduardo Speeden, Coordenador de Execução Orçamentária da Secretaria Municipal de Finanças (SEMF), e relata como a gestão municipal melhorou o seu desempenho fiscal reduzindo gastos e aprimorando receitas, possibilitando maiores investimentos na cidade.

O trabalho detalhou a governança e os resultados da Frente de Equilíbrio Fiscal, com a iniciativa do programa Juntos pelo Desenvolvimento Sustentável, uma parceria da Comunitas, ONG que visa a melhoria na gestão pública, com a Prefeitura de Teresina na busca de mais eficiência na arrecadação e nas despesas de custeio do município. O programa trouxe como principais resultados a melhora na autonomia financeira do município, bem como a redução das despesas monitoradas, criando espaço fiscal para a ampliação dos investimentos com recursos próprios e a captação de recursos externos.

Implantado há três anos, o programa está sendo bem-sucedido, auxiliando o município a se destacar no cenário de crise vivido no Brasil desde 2015. O artigo escrito por Erick e Eduardo mostra como foi essa interação com a Comunitas, a metodologia implantada, os resultados obtidos e outros detalhes sobre a execução do programa. “É bom poder compartilhar boas práticas de parcerias do setor público com o setor privado, onde foi possível obter uma economia de recursos com medidas administrativas e sobrar mais recursos para investimentos em benefício da população”, explica Erick.

Também coautor do artigo publicado, o coordenador de Execução Orçamentária da SEMF, Eduardo Speeden , fala sobre a frente de Equilíbrio Fiscal na ênfase nas despesas com o programa Gestão Cidadã. “O programa tem como objetivo a realização do monitoramento mensal das despesas aos gestores para uma boa eficiência dos órgãos e estimula as inovações para um trabalho mais eficiente”, diz.

O programa de monitoramento de receitas e despesas da Prefeitura de Teresina está no 5⁰ ciclo em 2020, sempre trabalhando com metas no final de cada ano para estabelecer planos de ações para redução de despesas. Já foram feitas mais de 100 ações que envolvem a manutenção, monitoramento e a redução de despesas que trouxeram uma economia de 115 milhões de reais nas despesas em 5 anos.

Algumas destas ações foram a troca de combustível para usinas de asfalto do diesel para GLP, trazendo uma economia de 30% e reduzindo a poluição; e a implantação do Serviço Eletrônico de Informações (SEI), que surgiu nas ideias geradas no programa Gestão Cidadã, que nesse momento de pandemia está sendo muito importante para trabalho nas secretarias e a agilidade desses processos, que tramitam virtualmente.

Confira o artigo completo nos anais do Congresso a partir da página 964.

Câmara autoriza empréstimo de R$ 100 milhões para investimento em obras

Para evitar que obras já licitadas ou em andamento, como o viaduto da Barão de Gurgueia e a Avenida Ulisses Marques, sofram atrasos por causa da queda de receita da Prefeitura de Teresina devido à pandemia de Covid-19, o poder executivo solicitou empréstimo no valor de R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal. A Câmara Municipal autorizou a operação de crédito na sessão desta quarta-feira (17), por 28 votos a 1.

A operação de crédito foi estruturada de forma emergencial após a pandemia do coronavírus atingir o Brasil. Além da crise de saúde, a Covid-19 também prejudica cidades do mundo inteiro com a queda da arrecadação de impostos, gerando uma crise econômica que poderia comprometer o cronograma de obras planejadas para Teresina este ano.

“A Prefeitura está trabalhando para manter o compromisso de cumprir tudo o que foi planejado, mesmo em meio a este cenário que era completamente inesperado. Com este empréstimo, além de poder manter o ritmo das obras após a epidemia, vamos estar promovendo também a circulação de mais recursos na cidade, ajudando a acelerar a retomada da econômica”, explica o secretário de Planejamento, José João Braga.

“O que aprovamos hoje foi um empréstimo que vai trazer grandes benefícios para a população de Teresina, especialmente aquelas pessoas que sofrem com a falta de saneamento básico, setor em que será empregada a maior parte da verba”, diz a vereadora Graça Amorim (Progressistas).

Com a aprovação da lei autorizativa na Câmara Municipal, o processo segue para a Secretaria do Tesouro Nacional e, após os trâmites no órgão do governo federal, a expectativa é que o contrato seja assinado até o mês de agosto.

Prefeitura manterá cronograma de obras previstas para 2020

A Prefeitura de Teresina está trabalhando para manter o planejamento das ações previstas para este ano em meio à pandemia do Coronavírus. Para isso, o prefeito Firmino Filho encaminhou à Câmara Municipal de Teresina projeto de lei autorizativa para permitir o município contrair empréstimo de até R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal. O dinheiro será utilizado para dar continuidade às obras por toda a cidade.

O montante solicitado pela Prefeitura será utilizado para manter tanto obras executadas com recursos próprios, como para pagar a contrapartida de obras financiadas com recursos externos, como a Avenida Ulisses Marques e o viaduto da Avenida Barão de Gurgueia. Os recursos serão aplicados em ações em andamento ou que já estejam licitadas e previstas para iniciarem ainda este ano. A operação de crédito foi estruturada de forma emergencial para tentar conter os prejuízos gerados pela pandemia, que além da crise de saúde, também prejudica cidades do mundo inteiro com a queda da arrecadação de impostos.

“Nós começamos a negociar esta operação há um mês atrás, devido à pandemia de Covid-19. A receita da Prefeitura caiu, mas nós estamos mantendo a folha de pagamento. Quando a pandemia acabar, não teremos recursos para pagar todas as obras que estão previstas até dezembro de 2020, então é para isso que este recurso vai servir. É para manter o nosso compromisso com a cidade executando tudo o que estava previsto até dezembro, fazendo circular mais recursos e assim ajudando também em uma retomada mais rápida da economia”, explica o secretário municipal de Planejamento, José João Braga.

Após a aprovação na Câmara Municipal de Teresina, o processo segue para a Secretaria do Tesouro Nacional e, após os trâmites necessários, a expectativa é que o contrato seja assinado até o mês de agosto.

Lagoas do Norte realiza primeira missão virtual para acompanhamento de ações com Banco Mundial

O Programa Lagoas do Norte vem adaptando seus procedimentos de teletrabalho e de atendimento à população, um desafio em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Durante toda essa semana, o programa e representantes e consultores do Banco Mundial que acompanham o planejamento e execução de obras e ações do PLN reuniram-se na primeira missão virtual de acompanhamento.

As missões, que costumavam ser realizadas de forma presencial, com visitas in loco dos membros da instituição que financia o PLN, desta vez ocorreu em ambiente virtual, com reuniões diárias através de plataforma on-line. “O momento de pandemia e isolamento social exige de todos sabedoria e criatividade para que os serviços públicos sejam continuados”, afirma Leonardo Madeira, diretor de coordenação do PLN.

Um dos principais assuntos tratados nessa missão é a formatação de um modelo de atendimento à população dos 13 bairros de atuação do programa. Com a necessidade de isolamento social e a realidade vivenciada por países que já passaram pelo pico da pandemia, o Lagoas do Norte entende que há a necessidade de adaptação dos formatos de comunicação com as comunidades e de atendimento aos beneficiários.

“Nosso novo desafio é formatar esse atendimento dentro dos parâmetros estabelecidos pelos órgãos de saúde, OMS e pela Prefeitura de Teresina. Temos visto que muitos países, mesmo com a diminuição de casos de covid, tem mantido regras de isolamento. Isso nos alerta que precisamos nos adaptar ao novo normal para que continuemos o atendimento às famílias, utilizando ferramentas com as quais elas já tem familiaridade, como algumas redes sociais”, explica Márcia Muniz, diretora geral do Programa.

Artigo: O olhar central frente a pandemia do novo coronavírus

Artigo de Erick Elysio, economista e mestre em economia do setor público pela UnB. Atualmente é Diretor de Assuntos Federativos e Internacionais da Prefeitura de Teresina.

Com quase 90 mil mortes, os EUA é o país mais afetado em termos absolutos pela pandemia da Covid-19. Segundo o Institute of Health Metrics and Evaluation (IHME), que baliza as políticas sanitárias norte-americanas, é esperado que até 200.000 americanos percam precocemente a vida até o controle da doença. No Brasil, que apesar de ter declarado calamidade federal há cerca de dois meses, não estamos fazendo um isolamento social como o recomendado pela comunidade científica. Como resultado temos mais de 15.000 mortes e não há nada que leve a crer que não vamos seguir um caminho semelhante aos EUA. De fato, o mesmo instituto tem uma previsão para o Brasil entre 88.000 e 190.000 de óbitos pelo novo vírus. Para efeito de comparação, ano passado tivemos cerca de 42.000 assassinatos.

Esse é um daqueles eventos que vai mudar a forma como vemos o mundo e é importante ressaltar que a crise econômica do curto prazo está dada, independente do nível de isolamento ou não da economia, como vimos na Suécia, que vem adotando um nível moderado de isolamento social e que teve muito mais óbitos per capita que seus vizinhos escandinavos, mas com queda equivalente de PIB. A crise é mundial e não local. Estudos sugerem que aqueles que conseguirem controlar o vírus com isolamento social mais bem feito terão retomada econômica mais sustentável no médio e longo prazo. Só saberemos o resultado daqui a alguns anos, mas, aparentemente, quem faz quarentena mal feita tem que fazer duas vezes.

As cidades estão no centro dessa pandemia, como ocorreram em tantas pragas da história. O vírus se originou em uma cidade movimentada no centro da China. Ele se espalhou por elas e tirou mais vidas nas médias e grandes cidades. Sabendo disso, por exemplo, o governo Trump apressou-se em anunciar medidas de apoio financeiro aos Estados e municípios de pelo menos 250 mil habitantes, liberando, antes mesmo de declarar oficialmente a quarentena, USD 150 bilhões somente para esses entes (no dia 27/03), em detrimento dos municípios menos populosos, como uma das primeiras ações para aliviar impactos do coronavírus na economia americana. Outro exemplo de auxílios diretos vindo dos EUA são pacotes permitindo a recompra de dívidas de municípios, permitindo a injeção de até USD 500 bilhões na economia desses entes federados. Apenas depois foi aprovado um pacote extra de USD 250 bilhões para ajudar todas as cidades, independente do tamanho. E ainda há no Congresso americano a proposta de um pacote adicional de USD 3 trilhões, sendo USD 375 bilhões apenas para municípios.

Existe uma lógica do porque o auxilio a médias e grandes cidades são mais importantes. Estados e municípios são os entes federativos que atuam diretamente no enfrentamento da pandemia com atendimento à saúde e a assistência social. Nas cidades com mais de 500 mil habitantes moram 31% dos Brasileiros, mas concentra cerca de 62% dos casos da Covid-19. Pelo lado da economia, a queda mais intensa da atividade de serviços nos maiores centros econômicos irá afetar mais profundamente as prefeituras das médias e grandes cidades. Brasília escolheu um modelo diferente de Washington e na distribuição dos recursos emergenciais, uma vez que os recursos recentemente aprovados foram distribuídos levando em conta o Fundo de Participação dos Municípios, que serve como instrumento de reequilíbrio regional, ou distribuição per capita. De fato, estudo divulgado pela Frente Nacional de Prefeitos, a ajuda aos municípios equivale a R$ 150,67 per capita, em média. A distribuição dos valores, porém, deve beneficiar menos as cidades de médio e grande porte. Nos municípios com até dez mil habitantes, a ajuda equivale a R$ 248,25 por pessoa. Naqueles com mais de um milhão de habitantes, o auxílio deve ser de R$ 117,10 per capita.

Estudo recente da conceituada revista Foreign Policy ouviu 12 especialistas sobre como seria o futuro da sociedade e é quase consenso que as cidades, como grandes centros de inovação e de bem-estar, vão sobreviver a mais uma crise, assim como sobreviveu à peste negra e as grandes guerras. Entretanto, transformações profundas são esperadas, com o provável espalhamento da população, buscando cada vez menos aglomeração e tendo como consequência um maior custo de manutenção da urbe.

Embora muitas dessas visões seja para os próximos anos, um dos setores que mais estão sofrendo no momento e que terão que ser completamente reconfigurados é o da mobilidade urbana, uma vez que o transporte público ao mesmo tempo que é um dos principais vetores de propagação do vírus, é O setor necessário para uma retomada da economia e a manutenção dos serviços essenciais. Espera-se um desequilíbrio natural frente a necessidade de uma maior oferta, para evitar aglomeração, e uma menor demanda pela fraca atividade econômica (algumas cidades já observaram em abril redução de 90% dos pagantes). É uma conta que não dá pra ser paga apenas pelos governos municipais. Mais uma vez Brasília poderia se inspirar nos vizinhos norte-americanos onde o Governo Federal fez um pacote de USD 25 bilhões para ajudar o setor, antecipando a compra de passagens do sistema de transporte público.

É urgente o governo federal brasileiro assumir a coordenação fiscal da crise colocada pela Covid-19, uma vez que é o único ente que possui instrumentos e legitimidade para suportar o ônus fiscal e precisa fazê-lo para evitar um agravamento ainda maior da crise, tendo sido autorizado pelo Supremo Tribunal Federal a emitir títulos da dívida pública para pagamento de despesas correntes, isto é, o cumprimento da regra de ouro do orçamento está suspenso. Deixando mais claro: não há nenhuma perspectiva que falte combustível para os aviões da Força Aérea Brasileira para transportarem as autoridades de Brasília, seus seguranças e assessores, bem como a remuneração dos mesmos está garantida. Entretanto há um risco muito grande para a falta de transporte público para levar os profissionais de saúde e coveiros, tão impactados nesta pandemia, com o agravante de terem o risco de ficarem sem salário.

Finalizando as referências norte-americana, é muito comum nos bares americanos um espaço reservado para jogos de dardos. Nesse jogo, é melhor atingir o bullseye (o “olho” central) do que vários pontos menores. Menos de 10% das cidades brasileiras possuem UTI nas suas redes. 536 para ser exato. Em tempos de restrição fiscal, é preciso foco para uma melhor eficiência do gasto, responsabilidade e sustentabilidade fiscal, nesta guerra para salvar vidas, primeiramente, e depois reviver a economia.