PLN faz coleta nas lagoas para análise em parceria com Águas de Teresina

A Prefeitura de Teresina, através do Programa Lagoas do Norte (PLN) e em parceria com a Águas de Teresina, está realizando a coleta de água nas 12 lagoas da área de intervenção do programa, e também nos rios Parnaíba e Poti. A ação tem como objetivo monitorar a qualidade da água destes mananciais antes e após a implantação das obras de esgotamento sanitário que vêm sendo implantadas na zona Norte da capital.

Segundo Leonardo Madeira, diretor executivo do PLN, a parceria com a Águas de Teresina visa acompanhar a recuperação das lagoas a partir da implantação do sistema de esgotamento sanitário, mostrando os benefícios trazidos pelas intervenções.

“As coletas realizadas são de responsabilidade do PLN. Em seguida, encaminhamos as amostras para a Águas de Teresina, que faz as análises e devolve os dados para o PLN, que faz a interpretação e a tabulação desses dados a partir do cálculo dos índices de qualidade da água. É um índice adaptado à realidade brasileira, em que podemos acompanhar a evolução da recuperação desses mananciais a partir das intervenções do PLN. Desde o momento que se faz a coleta, a gente consegue observar a recuperação dessas lagoas”, disse.

As coletas e análises dos mananciais são realizadas a cada trimestre, pela Unidade de Projeto Socioambiental (UPS) do PLN, em parceria com a Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador – GEVISAST da Fundação Municipal de Saúde – FMS, e Águas de Teresina.

“O laboratório da Águas de Teresina prepara os recipientes e nos repassam os regentes e materiais necessários para o ato da coleta. Nós do PLN realizamos o transporte dos materiais e coletamos a água para distribuir nos frascos, além de coordenar os pontos de coleta e recolhimento de informações do aspecto físico da água com temperatura, cor e odor”, relatou  a bióloga do Programa Lagoas do Norte, Zelinda de Oliveira.

SEMPLAN discute projeto da LDO em audiência pública na Câmara Municipal

Representantes das secretarias municipais de planejamento e de finanças, além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outros representantes da sociedade civil, estiveram presentes na manhã desta terça-feira (21), no plenário da Câmara Municipal de Teresina, em audiência pública para discutir o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviado para a Casa no mês de abril e que deverá ser aprovado pelos vereadores até a primeira quinzena de julho. Um dos principais pontos de discussão foi a reserva de metade do valor das emendas parlamentares para serem aplicadas na área da saúde.

A audiência foi iniciada com a apresentação feita pelo coordenador de orçamento da Prefeitura de Teresina, Eduardo Speeden, que mostrou os principais pontos previstos no projeto da LDO 2020. No documento que foi enviado à Câmara Municipal, consta a previsão de R$ 650 milhões para investimentos em obras, como a Via Marginal Sul, a requalificação urbana e ambiental do bairro Vila da Paz, implantação do Parque Floresta Fóssil, construção do Museu da Imagem e Som, urbanização de quatro lagoas na Zona Norte da cidade, entre outras.

Um dos pontos mais discutidos pelos presentes na audiência foi relacionado às emendas parlamentares, que pelo projeto estão com valor definido em R$ 874 mil por vereador. No projeto da LDO está fixado que 50% do valor das emendas deverá ser destinado para ações na área da saúde, atendendo a uma determinação prevista no artigo 166 da Constituição Federal. O secretário municipal de planejamento e coordenação, José João Braga, destacou a importância de seguir o preceito constitucional, mas abriu a proposta para o debate.

“Teresina é a terceira cidade que mais investe em saúde no Brasil, uma das áreas de vital importância para garantir a qualidade de vida da população. A definição deste percentual é uma proposta para adequar o orçamento municipal à lei federal, mas isto será objeto de entendimento entre o executivo e os vereadores, após a análise das propostas de alterações feitas”, afirmou.

Após a audiência pública, os vereadores tem até o mês de julho para discutir entre si as possíveis alterações no projeto da LDO, que será colocado em votação no plenário e posteriormente enviado para sanção do prefeito Firmino Filho. A LDO serve de base para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que tradicionalmente é votada em dezembro.

Parque Lagoas do Norte receberá evento que incentiva a prática de atividade física

O Parque Lagoas do Norte, em parceria com o SESC (Serviço Social do Comércio), prepara para o dia 29, às 17h, um dia de exercícios para as comunidades da região. O desafio é uma proposta feita a nível nacional, pela entidade do sistema S, através da qual uma cidade concorre com outras ou se auto desafia, para saber onde se aglomera o maior número de pessoas para realizarem atividades físicas e receberem orientações de saúde. Em Teresina, a competição será entre diversos pontos espalhados por toda a cidade.

O evento, que está na sua 25ª edição, é realizado anualmente, sempre na última quarta-feira do mês de maio. A ideia é que cada pessoa faça exercícios físicos por pelo menos 15 minutos. Serão disponibilizadas diversas atividades, como aulas de zumba, bike in door, Jump, treinamento funcional e aulas de abdominais. Também serão ofertados serviços como aferição de pressão, taxa de glicemia e orientações de saúde. Todas as atividades e serviços terão acompanhamento profissional.

“A parceria com o Lagoas do Norte se deu porque o parque propôs que o evento fosse feito aqui. A intenção é atrair o grande público existente nas comunidades e que sempre frequenta o local para atividades e eventos. Estamos com a melhor expectativa possível e esperamos encontrar um grande público, pois já sabemos que a população abraça os eventos do Parque. Nós vamos promover algo a mais para a comunidade e temos a certeza de que o retorno será positivo”, destaca a coordenadora de esportes do SESC Ilhotas, Lara Duquesa.

“Teremos mais um grande evento aberto ao público aqui no Parque Lagoas do Norte. Serão atividades importantes para a saúde das pessoas, que poderão descontrair e se divertir com os exercícios. Convidamos todos a participar e aconselhamos que as pessoas usem roupas leves e tênis apropriado, o que irá facilitar na execução das atividades”, pontua Jorgenei Moraes, diretor do Parque Lagoas do Norte.

Licitação da obra de Implantação do Parque Floresta Fóssil é concluída

A obra que irá implantar a infraestrutura do Parque Floresta Fóssil, nas margens esquerda e direita do Rio Poti, passou pelo processo de licitação e está atualmente na fase contratação da empresa vencedora do trâmite. As intervenções custarão em torno de aproximadamente R$ 12 milhões, nas quais serão financiados pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina -CAF.

O projeto inclui revitalização das trilhas existentes, além da construção de plataforma de observação dos fósseis em locais onde não é possível o acesso a pé. Também serão construídos um museu de aproximadamente 1200 m² e um Centro de Apoio aos Visitantes, com banheiros e lanchonete.

A equipe do programa Teresina Sustentável, vinculado à SEMPLAN, é a responsável por gerir os recursos provenientes da CAF e a SDU Centro Norte responsável pela execução da obra. O prazo para a conclusão da obra será de 12 meses.

“O prefeito quer priorizar a conservação do patrimônio arqueológico e paleontológico que existe dentro do parque, além de fortalecer o turismo e propiciar também o desenvolvimento educativo, promovendo atividades para a conscientização da importância da conservação desse patrimônio teresinense”, explica Raquel Lima, coordenadora do Programa Teresina Sustentável.

“A Prefeitura busca agir em diversas frentes de atuação, e a conservação do nosso patrimônio histórico é uma delas. Com a revitalização do parque e a construção do museu, esperamos que o número de visitantes aumente, tornando esse patrimônio mais conhecido para os turistas e também para os próprios teresinenses”, afirma o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João Braga.

Prefeitura apresenta maquete de rua completa em realidade virtual

Um projeto que visa melhorar a mobilidade e a urbanização da cidade chamou atenção dos frequentadores do Espaço Futuro, organizado pela Agenda Teresina 2030 na última semana, no Congresso das Cidades. Em parceria com o Laboratório de Inteligência, Robótica e Automação de Sistemas do Instituto Federal do Piauí (IFPI), a equipe apresentou uma maquete de rua completa na Jornalista Dondon, zona Leste da capital, em uma maquete 3D  que funciona em 360º com óculos de realidade virtual.

Ruas completas são pensadas para garantir segurança e conforto para todos os modais de transporte, considerando o espaço viário e contemplando as diferentes funções de mobilidade. Abrange de forma democrática todos os meios, como bicicletas, faixa exclusiva para ônibus, vias de carro, estacionamento e outras funções como arborização, paradas de ônibus, pontos de espera e lazer.

Gabriela Uchôa, coordenadora da Agenda Teresina 2030, ressalta a importância da parceria para buscar melhorias na mobilidade de Teresina. “Esta maquete virtual feita em parceria com o IFPI possibilitou oferecer aos munícipes uma visão de uma rua que levamos como exemplo e que oferece as diferentes ofertas de função. Foi proporcionada uma experiência de ver o antes e depois da rua e foi possível ver que se corretamente ordenada, não causa nenhum prejuízo às funções que já existem”, disse Gabriela.

Weslley Soares, aluno de eletrônica e integrante do laboratório de Inteligência do IFPI, destaca o projeto e seus pontos diferenciais. “Um dos diferenciais desse projeto da Prefeitura de Teresina é trabalhar especificamente na melhoria da mobilidade na cidade. Poder auxiliar a gestão nesse projeto, juntamente com a população, para construir melhoras na cidade é gratificante. O que apresentamos com a realidade virtual mostra uma maquete em 3D, a construção de uma rua completa, estando em uma imersão do ambiente, que possibilita também a correção de erros para que não haja gastos desnecessários”, pontuou.

“Foi muito bacana ver que estão buscando melhorar Teresina e sua mobilidade. Tive uma visão que mostrou que meu espaço enquanto pedestre, ciclista ou motorista será respeitado, sem afetar outros agentes no trânsito. Tenho certeza que projetos como esse irão transformar a mobilidade de Teresina para muito melhor”, concluiu Eliardo Cunha, estudante de engenharia de materiais e visitante no Congresso das Cidades.

MDR financia R$ 83 milhões para obras de drenagem na zona Sul de Teresina

O Ministério do Desenvolvimento Regional, através do Programa Avançar Saneamento, aprovou o financiamento para execução das obras de drenagem da sub-bacia P10, que ocupa uma área de 2,5 Km² de extensão e abrange os bairros Tabuleta, São Pedro e Redenção na zona Sul de Teresina. O valor da operação de crédito é de 83 milhões de reais e contempla a construção de galerias e reservatórios de água.

A sub-bacia P10 foi identificada pelo Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDrU/THE) como uma das regiões prioritárias a receber obras e soluções necessárias contra as inundações decorrentes de chuvas. Os bairros de abrangência da sub-bacia possuem trechos críticos causados principalmente pela impermeabilização do solo.

Serão realizadas obras como a construção de aproximadamente 13 km de tubulação em galerias, entre redes de macrodrenagem e microdrenagem. Também será construída uma bacia de retenção. A princípio, a água será acumulada na bacia, que terá a capacidade de 82.000 m³ acumulados. Caso o nível seja ultrapassado, a água será direcionada ao Rio Parnaíba através de uma estação elevatória.

“As obras serão realizadas no eixo das ruas para que não haja intervenções ou desapropriações nas residências. Essas intervenções irão melhorar a distribuição da vazão de água dos bairros, que por conta das mudanças do ciclo hidrológico, regime das chuvas e a impermeabilização dos solos, fazem com que a água não escorra e acumule, criando pontos críticos de inundação”, destaca Delna Brito, assessora de coordenação da Secretaria Municipal  de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN).

“Após elaborar um diagnóstico dos problemas enfrentadas na área de drenagem com o PDDrU, a Prefeitura de Teresina está agora buscando as formas possíveis de lidar com esta questão, por isso é importante trabalhar com o Governo Federal afim de garantir os recursos para executar as obras necessárias”, ressalta o secretário municipal de Planejamento, José João Braga.

Residencial Parque Brasil já tem mais de 850 unidades montadas

Com previsão para ser concluído no final deste ano, o Residencial Parque Brasil já tem mais de 850 unidades montadas, entre casas e apartamentos. O conjunto habitacional é destinado a famílias que vivem em áreas de risco localizadas na região de intervenção do Programa Lagoas do Norte. O orçamento total é de R$ 107 milhões, com investimento da Caixa Econômica Federal, através do Minha Casa, Minha Vida, e contrapartida da Prefeitura de Teresina.

Contendo 1.022 unidades habitacionais – 350 casas e 672 apartamentos, o residencial será oferecido como alternativa de reassentamento a essas famílias que atualmente vivem nas margens de lagoas ou em casas sem estrutura mínima, em condições insalubres. Ao todo, mais de 1.000 famílias ainda vivem nessas condições.

O residencial está inserido no Minha Casa, Minha Vida e tem padrão inédito no país. Cada unidade tem área aproximada de 50 m², com sala, cozinha, dois quartos e banheiro adaptado. Os prédios de apartamentos são formados por três pavimentos. Constam no projeto a estrutura de drenagem com galeria, ruas pavimentadas, rede de abastecimento de água e rede de esgoto sanitário, com estação de tratamento de esgoto própria. A localização é na entrada no conjunto Parque Brasil, na avenida Rio Poti, zona norte da capital.

Além dessas características pioneiras, o projeto conta ainda com lotes destinados à construção de pontos comerciais para aquelas famílias que já possuem atividade comercial em suas regiões de origem. Um outro aspecto que diferencia o residencial é a estrutura urbana voltada para propiciar o trânsito de ônibus e estar dentro das normas e legislação em vigência em termos de acessibilidade e mobilidade urbana.

Durante toda a execução da obra, o Programa Lagoas do Norte vem propiciando visitas das comunidades para que as pessoas conheçam o projeto. A dona de casa Maria Valéria da Costa Sousa participou de uma das visitas na companhia do marido e do filho e avaliou o empreendimento. “Os terrenos são bons e a qualidade da construção também. Gostei muito dos apartamentos, porque eu sou evangélica e prefiro ficar longe de zoada. Essas casas são muito melhores do que as nossas. A minha casa é fria, úmida, cria mofo nesse tempo chuvoso. As ruas em que a gente mora também não tem condição da gente andar. E aqui, como explicaram para nós, os ônibus vão passar na porta, tudo mais fácil”, afirmou.

Especialistas do Banco Mundial fazem monitoramento do dique do Rio Parnaíba

Uma equipe de especialistas esteve em Teresina esta semana para fazer um monitoramento do dique do Parnaíba. São consultores, especialistas em barragens, contratados pelo Programa Lagoas do Norte e pelo Banco Mundial, órgão financiador do programa, que fizeram uma visita à estrutura do dique para verificar a situação atual.

A necessidade de reestruturação do dique já foi constatada pelos especialistas que integraram os painéis de segurança realizados pelo Programa Lagoas do Norte. No último painel, ocorrido no ano passado, os especialistas comprovam que o dique, atualmente, não apresenta condições de garantir a segurança da população caso ocorra o mesmo fenômeno de cheia dos rios como no ano de 1985. A população afetada em toda a região é de cerca de 100 mil pessoas.

As informações coletadas, segundo a diretora geral do Programa Lagoas do Norte, Márcia Muniz, nortearão o estudo técnico aprofundado que será realizado por uma empresa. “Sabemos que a estrutura do dique sofreu diversas intervenções ao longo do tempo, comprometendo sua capacidade de proteger a população. Os especialistas estão acompanhando a situação do dique, coletando informações nos aspectos hidráulicos, ambientais e sociais, que nortearão um estudo aprofundado. Esse estudo será realizado por uma empresa, contratada através de licitação, que será aberta até o final do mês”, explica.

Ainda de acordo com Márcia Muniz, o estudo deverá apresentar ao menos três alternativas de intervenção na estrutura do dique, levando em consideração a estrutura do rio, suas margens, a população que vive nas proximidades, o meio ambiente e as estruturas viárias já consolidadas na área.

O dique é uma obra de engenharia hidráulica que tem a finalidade de manter determinadas porções de terra secas através do represamento de águas correntes. Construído em 1974 com a finalidade de barrar as águas do Rio Parnaíba, o dique foi sofrendo interferências em sua estrutura e se transformou numa das principais avenidas de acesso a vários bairros da zona norte. O único reparo em sua estrutura ocorreu durante a enchente de 1985, em que milhares de famílias ficaram desabrigadas.

Teresina é apresentada como exemplo de smart city no Congresso das Cidades

A coordenadora da Agenda Teresina 2030, Gabriela Uchôa, foi uma das palestrantes do último dia do Congresso das Cidades, que aconteceu nesta quarta-feira (08) no Atlantic City Club. Gabriela falou sobre como o conceito de Smart City (cidades inteligentes) podem ser aplicados em cidades em desenvolvimento, superando desafios como a falta de recursos.

O conceito de Smart City pode ser entendido como o uso da tecnologia para melhorar a infraestrutura urbana e tornar as cidades mais eficientes e com mais qualidade de vida para a população. Nos países em desenvolvimento, o uso desta estratégia esbarra em alguns desafios adicionais, mas que podem ser superados com uma boa gestão.

“Apresentamos o modelo que a gente construiu utilizando esse conceito em Teresina. Nossa cidade pode ensinar tanto em um contexto de desafios, pelas próprias condições climáticas que apresenta, quanto na questão de pouca arrecadação, e como podemos usar a tecnologia e a inovação para superar esses desafios”, explica Gabriela.

O uso desta estratégia traz diferentes benefícios para a cidade, não só na aplicação direta em projetos a serem executados nos centros urbanos, como na obtenção de dados que permitam conhecer melhor os problemas enfrentados e também como superá-los.

“A população ganha com uma cidade mais consciente, que sabe seu diagnóstico, sabe o rumo que deve ir e quais as políticas em que deve avançar. Traz a possibilidade de termos mais projetos, construir mais parcerias para tocar projetos que vão beneficiar diretamente a população”, diz a palestrante.

“Foi muito importante ver como esses conceitos podem ser aplicados na nossa realidade. Nós conhecemos as inovações e os benefícios do uso da tecnologia para a gestão pública, mas muitas vezes parece algo muito distante da gente. Aqui foi mostrado que é possível”, explica Letícia Oliveira, estudante que acompanhou a palestra.

Espaço Futuro

A Agenda Teresina 2030 esteve presente nos três dias de Congresso das Cidades com o stand batizado de espaço futuro. Além de mostrar diversos projetos executados pela Prefeitura de Teresina, o espaço convidou os frequentadores a refletirem sobre diversas questões relacionadas à sustentabilidade.

Agenda Teresina 2030 aborda combate às mudanças climáticas no Congresso das Cidades

Créditos: Gabriel Paulino

A Agenda Teresina 2030, órgão da secretaria municipal de planejamento e coordenação (SEMPLAN), que busca levar a Prefeitura a alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU, levou ao segundo dia do Congresso das Cidades uma palestra com o tema “Ação Climática no Extremo do Clima Quente”. A apresentação teve como objetivo buscar a conscientização sobre a ciência climática, suas mudanças e consequências globais e mostrar as ações da Prefeitura de Teresina no combate a essas mudanças.

O primeiro momento da palestra foi de informação, mostrando dados da comunidade científica que comprovam que 97% da mudança climática global é causada pela ação humana. O segundo momento foi de expor Teresina como uma cidade sujeita a essas mudanças no clima por já ter vulnerabilidades ambientais, sociais e econômicas, mas que busca implementar ações para a redução e combate aos impactos causados.

Das ações encabeçadas pela Agenda Teresina 2030, foram citados projetos nas áreas de mobilidade, mudança do uso do solo, dados abertos e transparência, como o Observatório da Mobilidade, que utilizará a tecnologia Blockchain para compartilhar dados do transporte público, e a criação da plataforma de dados abertos, que disponibilizará dados da gestão municipal para a população de forma simples e acessível, dentre outros.

Mariana Fiuza, palestrante e especialista em Inovação da Gestão Pública na Agenda Teresina 2030, tira um saldo positivo da apresentação e ressalta a importância do cidadão para tornar a cidade sustentável e resiliente.

“A mensagem que deixamos para os que estavam na palestra e para os demais cidadãos da cidade é de que eles monitorem e fiscalizem as ações da gestão pública, para saber se de fato estamos caminhando rumo ao alcance dos ODS. Tivemos um saldo bastante positivo, as pessoas puderam conhecer um lado da Prefeitura que talvez desconhecessem, que é consciente dos riscos que corre, mas que também está se preparando para combatê-los e transformar a cidade em mais sustentável e resiliente para o futuro”, destacou.

Cíntia Nogueira, de 23 anos, é arquiteta e urbanista. Recém-chegada a Teresina, ela garante que sua visão sobre a cidade está mudando e que a palestra a fez enxergar o esforço da Prefeitura para o desenvolvimento da capital.

“Achei muito bom por parte da Prefeitura oferecer palestras e apresentar as possíveis soluções para os problemas da cidade. Pouco vemos essa discussão em outras cidades e é muito interessante o que a PMT está fazendo, pois traz informação de forma acessível para as pessoas, que são os principais agentes para que essa mudança possa acontecer. Minha visão sobre a cidade está mudando, cheguei há pouco tempo, mas já tenho enxergado coisas diferentes realizadas pela gestão pública. Vejo uma Prefeitura comprometida em trabalhar pontos importantes para o desenvolvimento da cidade”, concluiu.

Nesta quarta-feira (08), último dia do Congresso das cidades, a coordenadora da Agenda Teresina 2030, Gabriela Uchôa, irá ministrar uma palestra sobre smart city nas cidades em desenvolvimento, mostrando como se pode pensar em cidades inteligentes fora dos países desenvolvidos, mostrando os exemplos de Teresina.

Agenda Teresina 2030 promove reflexão sobre sustentabilidade no Congresso das Cidades

A Agenda Teresina 2030, departamento da secretaria municipal de planejamento e coordenação (SEMPLAN) que busca levar a Prefeitura a alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, está presente no Congresso das Cidades no Espaço Futuro. A equipe da Agenda e parceiros levam ao evento, que começou na última segunda-feira (06), exemplos de diversos projetos do poder público relacionados à sustentabilidade, além de convidarem os visitantes a refletir sobre como cada um pode contribuir para uma cidade melhor.

Todo o stand é pensado para fazer o visitante se aprofundar em temas relacionados à sustentabilidade e conhecer o que a cidade está fazendo em torno dessa questão. São apresentados projetos como o MUV, aplicativo que incentiva a mobilidade sustentável, e o Colab, outra ferramenta digital através da qual o cidadão leva as demandas do seu bairro diretamente para a prefeitura através do celular, entre outras atividades.

“Achei muito interessante, pois tem muita coisa que é feita que eu não sabia. Saber que existem esses objetivos de desenvolvimento sustentável para serem alcançados até 2030 faz a gente pensar que temos metas a alcançar e querer aprender como podemos contribuir para elas”, afirma o estudante Rondinelli Santos, um dos visitantes do stand.

Para estimular essa reflexão, quem visita o stand é convidado a assumir um compromisso da cidade, deixando registrado em uma tela que atitude poderia tomar para contribuir com uma cidade mais sustentável. Ao assumir o compromisso, o visitante recebe gratuitamente um muda de árvore para levar para casa.

“Achei ótimo saber que uma atitude minha, por mais simples que seja, pode ter um impacto positivo para minha comunidade, para meus amigos e família. De brinde nós ainda ganhamos essa muda, que já é outra forma de melhorar a cidade”, conta a servidora pública Letícia Santos.

“Nosso objetivo é despertar a atenção das pessoas para a sustentabilidade, para o que nós estamos fazendo e o que elas também podem fazer. Com participação de todos, dados abertos, mobilidade sustentável, resiliência urbana, podemos ter uma cidade com maior qualidade de vida para toda a população”, finaliza a coordenadora da Agenda Teresina 2030, Gabriela Uchôa.